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LIFEFORCE: banda retoma atividade e chama atenção com novos trabalhos

Por Welton Warheart

A banda Lifeforce, do Espírito Santo, já tem alguns anos na estrada. Após um tempo parado, o grupo surge com força total e tem chamado atenção com o lançamento de novos trabalhos. Para falar sobre essa trajetória, a Rock Capital conversou com o guitarrista, baixista, compositor e membro original da banda, Alexandre Lopes. Formada em 2001, a Lifeforce é integrada também pelos membros: Júnior Comper ( guitarras), Gustavo Bride (bateria) , Fábio Soares ( Vocal) e Matheus Cutini ( Teclados).


Eric Carvalho, além de participar das gravações, assina com Alexandre Lopes, Fabrício Miyakawa e Guilherme Bracarense, as músicas e arranjos do vindouro “Apokalipsis’.


A Lifeforce tem obtido posição de destaque no cenário nacional. As músicas trazem uma sonoridade calcada em grandes nomes da New Wave of British Heavy Metal (N.W.O.B.H.M.) a exemplo dos grandes: Saxon, Iron Maiden e Judas Priest.


Vamos a um bate-papo sobre a banda, representada aqui, por Alexandre Lopes:


Rádio Rock Capital: Primeiramente gostaríamos de agradecer a oportunidade concedida para este bate papo. Gostaria de salientar que o clipe para música “Millenium” chamou muito atenção pela qualidade da produção. Como foi o processo de produção deste material? Porque o hiato, considerando que se trata de uma banda extremamente criativa?


Alexandre Lopes: Na verdade eu que tenho que agradecer pela oportunidade de poder falar um pouco sobre o Lifeforce. Encerrei as atividades da Banda 10 anos atrás porque não estava conseguindo conciliar com o meu trabalho. Saí do meio musical e , em seguida , ficamos sem peças de reposição. Depois de estar no underground desde os 14 anos de idade, achei que era hora de parar. Até que um ano e meio atrás, três dos membros da última formação da banda me pediram pra voltar com ela. Eu não tinha interesse, mas que seria uma honra pra mim se eles quisessem seguir com a banda. Cedi o nome, as músicas para eles tocarem. Mas aí eles me pediram pra regravar o álbum que havíamos deixado incompleto. Concordei mas , neste caso, eu teria que estar por perto para ter certeza que as músicas não seriam descaracterizadas. Por fim, veio a quarentena, depois de duas semanas em casa comecei a treinar e resolvi participar das gravações. Daí pra frente foi tudo muito rápido, conseguimos gravar 13 músicas, dois vídeos oficiais, 03 lyric vídeos, redes sociais e plataformas de streaming. Passamos do zero para mais de 1350 seguidores no Instagram em menos de três meses sem fazer patrocinados nem nada. Uma loucura! Rs! Millenium foi nosso primeiro vídeo oficial, aprendemos muito com ele e, pode ter certeza , que o próximo será muito melhor. Nosso compromisso é buscar o melhor sempre, onde ele estiver. As músicas estavam prontas há dez anos mas não era simplesmente pegar e gravar. Tivemos que melhorar ideias, atualizar, unir o que gostamos de tocar e ouvir com o que está sendo feito hoje em dia, sem nos descaracterizar e nem a essência da banda. Do contrário, o álbum seria lançado já com uma sonoridade datada.


Rádio Rock Capital: O primeiro álbum da banda autointitulado teve ótimo feedback do underground nacional e de mídias especializadas tanto no Brasil quanto no exterior. Como foi recebido pela mídia especializada e fãs?


Alexandre Lopes: Foi Excelente! As revistas da época, Rock Brigade, Roadie Crew , fanzines , que hoje chamamos de Fan pages, nacionais e internacionais, nos deram uma ótima resposta ao álbum. Não conseguimos uma gravadora, então, lançamos de forma independente só no Estado do Espírito Santo. Mesmo assim esgotamos duas tiragens. Sei que não parece grande coisa, mas só no ES e sem estrutura, é um feito! Rs!


Rádio Rock Capital: “Apokalipsis’ será o segundo álbum da banda que, ainda que soe “nova” para alguns ouvidos, está na estrada desde 2001. Foram finalizados os processos de composição deste trabalho? Em que estágio se encontra o processo de gravação?


Alexandre Lopes: Sim, nesse aspecto , acabamos sendo beneficiados pela Quarentena. Conseguimos nos dedicar totalmente à banda e tudo que está em sua volta. Há dez anos, os formatos de mídia eram diferentes. Ninguém lança 13 músicas de uma vez hoje em dia! Ainda estamos estudando como vamos fazer isso. Rs! O trabalho de produção está a cargo da dupla Pompeu e Heros Trech do Korzus. Acho que não poderia estar em melhores mãos. Capa, merchandising, está tudo pronto. Só dependemos deles finalizarem pra gente lançar. Acredito que em meados de setembro será possível. Adiantamos 3 músicas , entre ela a Millenium para irmos fazendo a divulgação e, ao mesmo tempo, dar mais tranquilidade para eles fazerem um grande trabalho. A única diferença que temos das bandas novas é que temos uma história pregressa. No mais, é como se estivéssemos começando do zero.


Rádio Rock Capital: As condições atuais em decorrência da Covid-19 trouxeram uma nova perspectiva além de dificuldades para músicos e artistas. Como a banda tem se planejado para o retorno aos palcos e demais projetos no pós-pandemia? Como este momento tem influenciado criativamente a banda?

Alexandre Lopes: Ótima pergunta! A Millenium NÃO está entre as TOP 5 do álbum. Resolvemos lançar ela primeiro justamente porque ela fala exatamente o que está acontecendo hoje. Que as pessoas teriam que se adaptar a viver no seu próprio mundo enquanto contamos os mortos ( a letra foi feita 10 anos atrás!), num cenário pós apocalíptico. Mesmo assim achamos Millenium uma música forte e que poderia nos abrir portas. Temos um showlivre pra fazer em SP dia 03/08 e uma Live em Vila Velha (ES) dia 08. Depois disso, vamos nos dedicar exclusivamente a divulgar o álbum. Sempre foi pejorativo dizer isso, mas enquanto os shows não voltarem, o melhor que podemos fazer é ser uma banda de internet! É o que dá pra fazer agora! Rs!


Rádio Rock Capital: Como habitual, solicitamos aos artistas que nos contem um pouco de suas influências e nos indique três discos que são essenciais para inspiração e formação musical da banda e indique duas bandas brasileiras que merecem maior destaque e atenção tanto da mídia especializada como fãs. Agora é com vocês!


Alexandre Lopes: Então, sou o único da formação original. Contanto com o hiato que você mencionou, isso faz com que eu seja bem mais velho que o restante da banda, e claro, nossas referências são diferentes , porém se completam.


Creatures Of the Night Kiss – Esse foi o álbum que mudou a minha vida, que me fez sonhar em ser músico e a fazer o que faço Hoje.

Balls to The Wall Accept - Uma obra prima do heavy metal e definiu o que eu queria fazer como compositor.

Iron Maiden 1 - provavelmente foi o álbum que mais ouvi na vida, junto com o Balls to the Wall. Além disso, Judas Priest, Helloween, Dream Theather são as influências que nos moldaram.

Rádio Rock Capital: Novamente, agradeço em nome da Rádio Rock Capital. Espero que possamos nos encontrar na estrada em breve. Deixem um recado para os fãs e divulguem suas redes para que possam ter acesso ao material físico e digital da banda.


Alexandre Lopes: Eu que agradeço, sinceramente pela oportunidade. Como sou da geração Rock In Rio I teria histórias pra contar que dariam pra escrever alguns livros! Desculpe pelas respostas longas. Rs! Estamos à disposição de vocês! Agora, vamos incluir nos nossos próximos lançamentos uma divulgação simultânea entre Lifeforce e Rádio Rock Capital. O que acha? Rs!


Rádio Rock Capital: Acho ótimo, faço questão, somos todos, parte do underground. Em nome da Rádio Rock Capital, agradeço a oportunidade, nos sentimos honrados.


Edição: Denise Coelho


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